Luanja Dantas - 7 de Dezembro de 2017 - (1933 j leram)

Morte do radialista Paulo Porto completa 25 anos

A morte do radialista Paulo Porto completa nesta quinta-feira, dia 07 de dezembro, 25 anos e continua repleta de mistério.

Além de radialista, Paulo Ayres Porto, que tinha 34 anos, foi eleito vereador de Patos com uma expressiva votação e na noite do dia 07 de dezembro de 1992, foi brutalmente assassinado.

No dia do crime, Paulo estava acompanhado em companhia da empresária Alba Liene Pereira Viana, viúva, 26 anos, segundo informações, se destinavam a uma seresta no município de São Mamede, conduzidos em uma pick-up Ford Pampa, cujo veículo seria encontrado no dia seguinte, abandonado no município de Quixaba, que fica localizado a oito quilômetros de Patos. Os dois corpos foram encontrados, por volta das 16:00 horas do dia seguinte, em uma vala próxima ao Aeroporto Brigadeiro Firmino Ayres, amarrados com as mãos para trás, as cabeças esmagadas por golpes de pedras e paus.

Paulo era era muito querido na cidade e o assassinato do radialista comoveu toda a população e cerca de 10 mil pessoas compareceram ao velório e sepultamento de Paulo.

"Paulinho Porto", como era conhecido entre seus colegas de imprensa, foi líder em audiência com o seu programa “Show da Cidade” na Rádio Espinharas e era deficiente das duas pernas, não utilizando cadeira de rodas. Em sua passeata da vitória usou paletó e desfilou no caput de um carro de som, pegado num microfone e respondendo a um dos seus opositores que o discriminava na campanha, com a frase: “Quem disse que aleijado não pode usar paletó, se enganou redondamente”. Foi um dos maiores comunicadores da história de Patos.

A autoria e motivação do crime nunca foram desvendadas.

maispatos.com

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