Zenilda Lua - 13 de Dezembro de 2017 - (716 j leram)

Porque Natal...

... eu posso apresentar vários motivos simples de amor confessado ao som das preces que fazem o pasmo ficar tranqüilo e o flamboyanzeiro se encher de flor.

Posso adiantar processos que estimulam a contemplação serena da vida. Posso abolir as obrigações enfadonhas e as conversas cansativas, as vaidades em excesso e o murmúrio das fadigas.

Posso flexibilizar horário, aumentar o tempo dos abraços, posso até plantar aloés e amendoeiras pelas ruas!

Porque é Natal eu também posso identificar a poesia no cheiro  do capim cidreira, posso colher mel silvestre na colherinha de prata.

Posso suspender cartas de cobranças e caprichar nas correspondências, nas quais só  tomam parte os que são de  afagos!

Posso pedir para que o décimo terceiro seja pago de novo, de acordo com a alegria dos merecidos.

Posso solicitar que as cores dos jardins mais bem cuidados embrulhe os corações desconfortados. Posso fazer quermesse, sarau e cantorias e levar-te por um atalho visível até chegar ao local onde está escrito PAZ entre bemóis e sustenidos, buquês de girassóis e dipladênias.

Exigindo apenas que a sina de todos seja recobrar-se com os verdes e perfumosos rastros de esperança sem deixar a alma se anuviar por nada!

“A virgem ficou grávida e dará à luz um filho”.

O filho vive e por isso podemos crer no amanhã!

A fonte da agrura secou. A agonia encardida das tensões será quarada.

O protocolo é simples; Amemo-nos!

Somente assim será pra sempre Natal!

Zenilda Lua

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