Luanja Dantas - 5 de Junho de 2017 - (1530 j leram)

De doura junina; Por Zenilda Lua

Maio foi um mês atípico. Sem muita inspiração, sem muitas flores e, de acontecimentos políticos tenebrosos, de TEMERosidade bem alta.

Finalmente chega junho, o mês mais carregado de gostosuras, que eu conheço desde a meninice.

As chuvinhas do fim de ciclo chegaram esporádicas ativando o verde do capim que se espalha pelas brechas da calçada.
Comprei peixe e colhi o inhame que eu mesma plantei. 
Gratinei com azeite e, o almoço foi àquela fartura! Mas cadê que me esqueço do doce de leite que a amiga Graça trouxe-me de presente lá das Minas Gerais.
O coração até dói como se fosse triste. 
Mas não é tristeza, é certeza que não posso entupir todas as veias por excesso.
Espero uma ligação. Algumas vezes a esperança é pura ânsia e desconforto.

Recebi convite para ir a Patos. Minha irmã lembra-me que em breve começará as festanças juninas e os folguedos de quem gostávamos tanto.

Eu digo que agora não posso e continuo ouvindo Daniel Gouveia cantando “Asa Branca” de Luís Gonzaga e Humberto Teixeira.

A tarde desemboca na noite. Há dias ganhei paçoca, cocadinhas de coco, pão de cenoura. Ganhei também um livro e três goiabas vermelhas, mas só penso no danado do doce de leite. É minha estrela de junho.
Vou até a cozinha, pego um robusto pedaço de pão, uma espátula em forma de colher e pratico o delito. 
Envergada de motivos e com a glicose mais alta que a torre de Babel, escuto o telefone tocar sem assustar os farelos sobre a mesa.
É uma beleza essa vida!
Deus é muito provedor de alegrias e Graça.

Um cheiro em todos.

 “Olhem pro céu meu amor, vejam  como ele anda lindo”!

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