Misael Nbrega - 11 de Outubro de 2017 - (262 j leram)

INFNCIA. Por Misael Nbrega de Sousa

A infância é quando ainda não somos. As imagens são de um carrossel... – Que volteia ao redor de si mesmo. O que se cria na infância?... – Castelos de areia, pois não? As coisas começam e terminam na infância. No máximo, uma formação que apenas sugere. E, se os nossos pais são espelhos, quem sou eu? 

A infância nos deixa apenas boas lembranças; e crescimento é sacrifício. E a cognição e moralidade são sacrifícios; e o conhecimento intelectual e cultural são sacrifícios; à familiarização com os códigos e regras são sacrifícios; o bom convívio e a integração social são sacrifícios... E nada disso está escrito em lugar algum. O julgamento prévio, com a mão espalmada, é do adulto mal resolvido... – Até mesmo a ponderação divina, faz-se livre-arbítrio. "Deixai vir a mim os pequeninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus".

A infância é quase o vazio; um poço sem fundo onde brincamos de enchê-lo. Ali não se enxerga nada além do óbvio. A morte e a vida são brinquedos. Par ou impar?. A infância é (in)grata e faz do apego a sua precisão. 

A infância é o supérfluo. O mundo é mesmo o lobo-mau, o saci-pererê, a mula-sem-cabeça... "boi, boi, boi; boi da cara preta, pegue esse menino que tem medo de careta..." Perdoem-me Freud, Klein, Winnicott, Bion, Lacan e Jung... - Eu não quero carregar a importância da geração seguinte; quero apenas ser... 

A barriga está mexendo no ventre; é o coraçãozinho, ansioso; e, ele, pulsa; e, expulsa. É a vez do parto; e, eu parto, com vontade de ficar.

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