“PAPAI, DEIXE EU FICAR COM VOCÊ”!

Terminantemente, restará sequelas para os filhos que convivem com a realidade de terem os pais separados, em face, do provável, cessamento, da harmonia que é peculiar numa relação familiar, por servir de suporte e equilíbrio para os filhos, que passa a serem as maiores vítimas dessa ruptura matrimonial! Tive, recentemente, a oportunidade de ver e ouvir um relato de um pai separado sobre o sofrimento dos seus filhos, por não poderem permanecer ao seu lado, em razão de decisão judicial, que determinou a guarda das crianças, instruindo no processo que elas fossem conviver com a Mãe e o Padrasto, causando para as crianças - pelo impacto da decisão - um transtorno psicológico, lhes atingindo com uma difícil adaptação, por eles perderem com isso, a espontaneidade do ambiente que até então, vivenciavam com harmonia, segurança, carinho e lazer. Nota-se, que um dos filhos, – o menino, pois, eles formam um casal – vive implorado ao pai para permanecer ao seu lado e não retornar mais para junto da mãe nem do seu padrasto.

Acreditamos, que toda decisão que envolva a guarda de uma criança, deva se levar em conta aquele princípio onde o melhor, tenda a prevalecer sempre, o que for mais benéfico para a criança, em todos os aspectos! No caso em epígrafe, nos deparamos com momentos de pura dor, angustia e revolta! A fragilidade esboçada pela criança, nos deixa com lágrimas nos olhos; há, naquele inocente apelo, um desespero de quem clama por um direito de poder ser feliz; de ter o direito de abraçar a quem mais lhe ama: seu Pai! Alem disso, percebe-se, claramente, naquele apelo inocente, a busca da sua felicidade; a vontade de poder abraçar e ser abraçado por quem mais lhe transmite carinho, afeto, amor e segurança! Por isso, é necessário que haja uma revisão em algumas decisões judiciais, em virtude da Lei que foi aplicada em determinado processos de separação envolvendo a partilha de filhos, para que sejam levados em consideração os sentimentos daquela criança, que sai perdendo muito, no meio de tudo isso, conforme, esboça através de suas reações, suas emoções, seus desejos e em seus clamores, que simplesmente, tenta alcançar com à sua busca: a plena felicidade!

E, finalmente, para encerrar essa minha pequena crônica, ilustrei com uma frase sobre a felicidade da criança, proferida pela Professora, Lourdes Duarte:

“Lembre-se, o sorriso feliz de uma criança é a melodia mais bela e doce do mundo”.

OBSSERVAÇÃO: Qualquer semelhança, com fatos, casos ou pessoas, será mera coincidência!

Patos, 22/10/2018
Anchieta Guerra

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