“CABO A RABO”: A Outra Face!

Das muitas histórias que ouvi “Cabo a Rabo” narrar, uma me chamou atenção pela significância que ela nos exemplifica com relação aos maus-tratos cometidos por alguns seres humanos, aos indefesos animais, principalmente, contra os Cachorros, os Gatos, os Burros e aos Cavalos. Constantemente, nos deparamos, – em quase todas as partes da cidade –, com pessoas maltratando os animais, sem que haja nenhuma punição coercitiva, para se frear essa brutalidade irracional dos humanos (DESUMANOS), para que sirva de exemplo e cesse de uma vez por toda com essa aberração!

Recentemente, em um desses finais de semana perambulando por alguns bares da cidade, me deparei com: Francisco de Assis, “Cabo A Rabo” – conhecido “passador de Jogo do Bicho” daqui de Patos – Tomamos umas e os assuntos não faltaram: Futebol, Musica, Versos, Poesias e Animais, foram os temas mais proferidos. Falou-me das suas composições musicais; dos hinos compostos por ele, inclusive, gravados por uns “artistas da terra’. Foi mais além, quando me contou uma historia de Maus-Tratos a animal que ele presenciou. Detalhou-me, “Tim, por Tim”! Esmiuçou, na verdade, os detalhes!

Contou-me o seguinte: –“Um determinado empresário, de grande expressão social, considerado como uma das pessoas mais bem “abastada” da localidade teria certo dia, quando adentrava em uma rua de confluência com outra, abalroado ou atropelado uma jumenta que amamentava um jumentinho novinho, o que teria causado uma amassadura no seu veículo, o deixando bastante irritado. Desta feita, não contou conversa, desceu do carro, sacou um revolver e disparou um tiro na testa da jumenta, que morreu agonizando naquele mesmo instante. O jumentinho, que estava mamando na Mãe, ficou desorientado e inquieto, tentando entender aquela cena triste e cruel. Não se sabe o destino do jumentinho, talvez, alguém de bom coração o teria levado”.

E, continuou ele: – “Coincidência ou não, no dia seguinte, esse mesmo empresário (por ser detentor de vários patrimônios e grandes negócios, precisava se ausentar da cidade para tratar e efetivar suas transações comercias). Então, foi exatamente, nessa viagem do dia seguinte que o seu avião caiu e ele morreu entre as ferragens. Houve, então, uma repercussão muito grande, pois, as pessoas ainda estavam chocadas com a história triste em que vitimou a jumenta Mãe!”

Portanto, quero deixar aqui para o meu amigo Francisco de Assis, (“CABO A RABO”) meus votos de apreços e admiração, pelo discernimento e sensibilidade que lhe é peculiar no desenrolar de fatos ou acontecidos, mostrando a sua outra face; o seu outro lado literário!

Abraços, “Cabo a Rabo”!

Patos, 05/03/2018.
Anchieta Guerra.

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