RESTOS!

Na vida, em quase tudo que se faz; que se constrói, restam às sobras. Um exemplo maior disso são exatamente, o que resta das construções, que são os entulhos. Por outro lado, “via de regras”, na relação humana, resta, também, as “sobras ou restos” não materiais, mas, morais,sentimentais, afetivos ou outros substantivos inerentes a questão.
 
Invariavelmente, em geral, numa relação desfeita, cada “lado” expõe suas magoas ou seus sentimentos de decepção para com o outro.

Nesse meu verso, procuro expor um pouco do descontentamento de um dos lados, em relação às atitudes do outro. 

Observação: Qualquer semelhança com pessoas ou fatos com a matéria enfocada, será mera coincidência!

SEXTILHA

Se foram os encantos
Só restou decepção 
Partiram deixando a marca 
Das “vestes” da traição    
Ficaram às tristes lembranças
Desencanto e desilusão!

Jogaram ao vento o pó 
Renúncia e dedicação
Colocaram sob um tapete 
Acolhimento e recepção 
Ficaram às tristes lembranças
Desencanto e desilusão!

Mancharam o rosto com tisna 
Misturaram a lama do chão 
Desejaram com “unhas e dentes”
O velório fúnebre no “pobre” caixão 
Ficaram às tristes lembranças 
Desencanto e desilusão!

Taxaram de ruim o honroso    
Tornaram-Lhe um verme do cão
Converteram de sensato a embuste
De moço passou a vilão!
Ficaram às tristes lembranças 
Desencanto e desilusão!

E foram matando aos poucos
Retirando da alma o perdão
Jogaram como se fosse bagaço
A pura riqueza do grão
Ficaram às tristes lembranças 
Desencanto e desilusão!

E assim, só restaram às cinzas
Que sumiram no vento em vão
Rumando num rumo sem rumo
Soprados pela ingratidão
Ficaram às tristes lembranças 
Desencanto e desilusão!

Patos, 29/12/2017.
Anchieta Guerra

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